A Instituição

Mais de um século de dedicação à cultura, ao teatro e à identidade de Vilar do Paraíso.

104
Anos de História
+200
Associados
Anuais
Encontros de Teatro
1921
Fundação

As Nossas Origens

Todas as histórias têm um início que, indubitavelmente, traçam a glória dos tempos vindouros das suas gentes e das suas práticas culturais, sociais e recreativas. Histórias essas que fazem parte da própria História, e que quem a conta, não pode deixar passar em branco.

O percurso do Grupo Dramático de Vilar do Paraíso começou a desenhar-se através da determinação e união de vontades de seis jovens fundadores: César da Rocha, Joaquim Soares, António Peças, Júlio Velhote, Arnaldo da Cunha e Ramiro da Silva.

Sentindo a profunda falta de um ambiente associativo na freguesia onde pudessem reunir, debater e fazer fervilhar as suas ideias, este grupo avançou corajosamente para a fundação da coletividade a 25 de novembro de 1921. O grande desígnio não era apenas desenvolver a cultura e o recreio local, mas também estender a mão à população mais carenciada através de admiráveis ações de beneficência e apoio social.

Linha do Tempo: Uma Caminhada Centenária

1921

A Fundação

A 25 de novembro, seis jovens (César da Rocha, Joaquim Soares, António Peças, Júlio Velhote, Arnaldo da Cunha e Ramiro da Silva) fundam o Grupo Dramático de Vilar do Paraíso para colmatar a falta de um ambiente associativo na freguesia.

1922

Estreia no Palco

Início das práticas associativas com a leitura e encenação do drama 'Cenas de Miséria', levado a cena no Seminário nas Devesas com cadeiras emprestadas por amigos e familiares.

1929

Estatutos e Censura Civil

O primeiro nome escolhido seria 'Grupo Dramático e Beneficente', mas a palavra 'Beneficente' foi cortada dos estatutos pelo Governo Civil do Porto. Nesse ano, levam também a cena a peça 'Grande Túnel'.

1930

Beneficência em Ação

A receita da peça 'Dar Corda para se Enforcar' reverte integralmente a favor dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde, vincando o cariz solidário do grupo.

1934

Introdução do Bilhar

Compra da primeira mesa de bilhar, unindo oficialmente a componente recreativa e desportiva à forte atividade cultural já desenvolvida.

1942

Corpo Cénico Jovem

Criação de um grupo de atores entre os 15 e os 20 anos, dinamizando o palco com 6 produções consecutivas num único ano, incluindo 'O Senhor Ventura'.

1943

A Sede Atual

O Grupo Dramático muda-se estrategicamente para a sede que ainda hoje ocupa, na Rua do Jardim, nº 1181, expandindo as condições para acolher o público.

1944

Desafio à Censura

A peça 'O Arcediago' é proibida pela censura do regime, demonstrando a coragem e a matriz ideológica, política e social da coletividade.

1945

Palcos de Renome e Expansão

A opereta 'As Cigarreiras' estreia com enorme sucesso, chegando ao emblemático Teatro Sá da Bandeira, no Porto. O número de associados dispara, superando os 450.

1947

Nascimento da Biblioteca

Criação da comissão para a organização do espólio literário, focada em combater o analfabetismo e melhorar os hábitos de leitura da comunidade.

1950

Apoio Social Crítico

As receitas de bilheteira das peças 'Os dois operários' e 'Tio Pancrácio' revertem para os mais pobres, doentes e desempregados da região.

1954

Sinergias Locais

Estreia de 'Isto é cá comigo' e abertura de um curso de bordados na sede, realizado em parceria direta com a Fábrica de Máquinas Singer.

1956 - 1967

O Ténis de Mesa

Inauguração da secção de Ténis de Mesa (1956), que se viria a federar em 1967 na Associação de Ténis de Mesa, colecionando distinções e prémios nas décadas seguintes.

1970

A Era do Teatro de Revista

Aposta no género de Revista com o estrondoso sucesso de 'Ou vai ou racha' e 'Agora vai', apresentadas dentro e fora de portas.

1971

Bodas de Ouro

Comemoração dos 50 anos de história com homenagens públicas aos fundadores e atores que ergueram a coletividade.

1975

A Liberdade Associativa

Após o 25 de abril de 1974, o ambiente cultural do grupo passa finalmente a expandir-se sem a sombra sufocante da comissão de censura.

1987

Encontro de Teatro Amador de Gaia

O Grupo Dramático integra o primeiro Encontro de Teatro Amador de Vila Nova de Gaia, tornando-se presença assíduva e obrigatória em todas as edições seguintes.

1990 - 1991

O Tarefeiro e o 25 de Abril

Lançamento do boletim informativo 'O Tarefeiro' (1990) e integração oficial do grupo nas comemorações anuais da Revolução dos Cravos na freguesia (1991).

2005

Biblioteca Herculano Martins Castro

Inauguração formal da biblioteca renovada, homenageando o associado que dedicou a vida a recolher e salvaguardar o espólio histórico da casa.

2010 - 2015

Música Popular e Comunidade

Lançamento do Encontro de Música Popular Portuguesa (2013). Em 2015, o grupo envolve-se ativamente nas Marchas Sanjoaninas e nas feiras gastronómicas da União de Freguesias.

2020

Resistência Digital na Pandemia

Com as portas fechadas devido à COVID-19, o grupo não desiste: migra os ensaios, reuniões e celebrações para o digital, combatendo o isolamento social dos sócios.

2021 - 2024

Rumo ao Centenário e Além

Regresso triunfal aos palcos com produções de peso como 'A Boda' (Bertolt Brecht) e 'Fando e Lis' (Fernando Arrabal), mantendo viva a chama do teatro e das marchas populares.

Missão e Valores

Cultura e Arte para Todos

Manter o teatro amador, a música popular e o desporto acessíveis a todas as gerações da comunidade.

Espírito de Benemerência

Preservar a nossa matriz fundacional de apoio social, solidariedade e combate ativo ao isolamento da população.